Era silêncio e desordem para se fechar os olhos e as cortinas eram flores & cabeças. Fecho minha cabeça, enquanto a cara…
Era um deserto e ouvíamos miragens, miríades, mirras, urros, ilhas. Sono contra o vento. Os pés deslisavam nas sandalias empoeiradas e cruzavam florais…
Era um sonho o que eu tocavana superfície dos olhos. Você já cruzou uma parede de escarradas? É bom, não é?! Sobre a cama, pratos empilhados. E vem a despedida, a despedida. A DESPIDA. Era uma estória cantarolada pelo porco que tirava ovelhas velhas da cartola.
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A anotação se incendiou depois de tocar as mãos do Ente. A presença cósmica invadia toda a aldeia e, mirados ao longe por uma coruja, homens histéricos entravam em frenesi. Cagavam pelas ruas sangrando à dentadas dos outros. Dentadas nas latas, nos cães, nas rãs, nos prédios, nas merdas.
A viela atrofiada se esbarra no fim da avenida. Lá, a Serpete se ajoelha. Chacoalha no crânio seco, sibila pelo mundo. Escorre por entre as gretas e nascem em quartos.
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Sêmen delicadamente recebido nos seios.
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Olhar que espirra espasmos. Espreitada pelos caçadores, a Humanidade se contorce ao firmamento. É o ciclo natural da vida. Deixo que me morda na mão. Doces dentes delicados. Dedos de cristal. Incêndio.
Na rosa, um ninho. Deus nasce. É gira-sol! É gira-sol! Posso o ver requebrando nos jardins acompanhado de animais delicados e demônios paternais. Todos giram. As flores pulsam o Nascimento. Brilham as estrelas da manhã, brilham os olhos, retinem acidentes.
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Esfinge enforcada na calçada.
Incrivel,incrivel mesmo meu caro!
É o tipo de prosa poética que buscamos…
Bom,é sua sina!Desenrole-a!Vá!Faça-a!
Abraço
Comentário por Julio Alcantara — Junho 15, 2009 @ 9:47 am |