Renato Ciacci e Tiago Barreto.

Janeiro 22, 2009

Gás.

Arquivado em: TEXTOS — Renato Ciacci @ 8:16 pm

Com um poema estranho atravessou impassível
Pontes transfiguradas, vazios de vertigens,
Como um cão iluminado a amargar
Dragões na língua.

Versos pobres anotados,
Cravados à nervura do real
Sem nome, o homem passa
E com ele, fantasmas.

Miasmas, explosões em sete quadros,
A mão branca, o ventre em espasmos
Erráticos, passos deslocados;
Como um cão iluminado a amargar

Quiasmos, fúrias sincopadas em soluços,
Sorrisos asmáticos: o erro crasso
De quem dança.

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