Com um poema estranho atravessou impassível
Pontes transfiguradas, vazios de vertigens,
Como um cão iluminado a amargar
Dragões na língua.
Versos pobres anotados,
Cravados à nervura do real
Sem nome, o homem passa
E com ele, fantasmas.
Miasmas, explosões em sete quadros,
A mão branca, o ventre em espasmos
Erráticos, passos deslocados;
Como um cão iluminado a amargar
Quiasmos, fúrias sincopadas em soluços,
Sorrisos asmáticos: o erro crasso
De quem dança.